Astro do octógono, o campeão dos pesos-médios do UFC, Anderson Silva, lança-se no cinema com o documentário Como Água, sobre seus preparativos para a luta contra Chael Sonnen ocorrida em 2010. O longa chega às telas no dia 16 de março e brinda os fãs de MMA com o dia a dia dos bastidores da equipe do brasileiro, seu treinamento nos EUA, a distância da família, o sem número de provocações do fanfarrão Sonnen e o combate no qual, por pouco, muito pouco, Silva não perde seu cinturão.
Dirigido por Pablo Croce, prêmio de Melhor Direção no festival Tribeca Filme, realizado em Nova York, Como Água foi pensado para ser lançado independente do êxito de Silva. “O documentário sairia de qualquer forma, mesmo que eu tivesse perdido a luta. Deus ajudou e eu ganhei, o que foi ótimo para o filme”, disse o simpático atleta em coletiva de lançamento do filme realizada em São Paulo nesta segunda (5/3).
"Se colocarmos a água num copo, ela se torna o copo; se você colocar água numa garrafa, ela toma a forma da garrafa. Água pode fluir ou pode colidir". O pensamento de Bruce Lee, do qual o título do filme foi retirado, abre o longa e foi escolha do atleta: “Sou muito fã de Bruce Lee, às vezes acho que sou a reencarnação dele”, disse Silva em tom de brincadeira.
Da fala do ídolo de Anderson, a produção avança para um momento difícil da carreira do atleta: a vitória sobre o também brasileiro Demian Maia em Abu Dhabi, no dia 10 de abril de 2010, que acabou perdendo o brilho por causa do comportamento do "Aranha" no octógono. O episódio foi criticado pelo público (que vaiou o Silva) e até pelo presidente do UFC, Dana White, que não escondeu o descontentamento pela postura polêmica do atleta.
A partir daí o documentário concentra-se na preparação de Anderosn para enfrentar Sonnen, num dos mais aguardados combates dos últimos tempos. Ganham destaque no longa as provocações seguidas do americano falastrão, que é posto no papel de vilão da história se contrapondo ao herói Silva, um jovem humilde que conquistou fama e glória por intermédio do esporte. “Gostei muito do resultado. Eu fui eu mesmo. Às vezes até esquecia que tinha uma câmera me filmando”, contou o atleta.
À vontade com os jornalistas, trajando uma camisa rosa, o lutador brincou sobre a questão da cor de sua preferência, que virou motivo de polêmica entre ele e Sonnen, retratada pelo filme. Quando um repórter da TV Corinthians (clube que patrocina Anderson) perguntou se a camiseta rosa que ele vestia era uma provocação - Sonen chegou a dizer certa vez que Anderson se vestia de rosa para parecer-se com um gângster -, Silva mandou essa: “Eu gosto, não tem outra explicação. O cara tem de ser muito bem convencido do que ele é para usar rosa. Tipo assim, não quer dizer que você não possa me dar seu telefone depois”, disse arracando risos da plateia.
Quem está apostando alto na empatia do atleta com o público brasileiro é a Cafifórnia Filmes, distribuidora de Como Água. “Vamos lançar o filme em 200 salas, o que é um número alto para um documentário. Queremos bater o recorde de público de um filme do gênero no Brasil”, revelou Vladimir Fernandes, presidente da distribuidora.
Em breve Anderson Silva vai se lançar no cinema como ator. Ele terminou de gravar recentemente o longa Cleópatra X, onde vive um guerreiro solitário que se envolve acidentalmente numa luta e salva uma jovem desconhecida. No desenrolar da história, ele descobre que ela é a bisneta de Cleópatra VII do Egito. Juntos, viajam incógnitos pelo norte da África e experimentam uma série de aventuras.
Como Água: Anderson Silva enfreta seu principal rival
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