sábado, 3 de março de 2012

Preta Gil revela ter se assustado com métodos de Belmonte

         Cineasta é conhecido por aplicar técnicas sensitivas durante as gravações.




                               preta gil
                               Preta Gil vive a dona da funerária Generosa na comédia Billi Pig 



Sabe como Preta Gil passou o texto do filme Billi Pig com o ator Milhem Cortaz? Jogando ping-pong. Está pensando que os bastidores do longa eram moleza? Enganou-se redondamente.

O ping-pong é um dos métodos usados pelo cineasta José Eduardo Belmonte antes das filmagens. Tudo ali é muito doido, mas tem um propósito. No repertório de esquisitices para Preta só entrou mesmo o ping-pong, o roda-roda e a pimenta. 

- O Milhem comia pimenta e a Raquel [Villar] ficava girando uns cinco minutos antes de filmar. Eu ficava desesperada pensando o que estava reservado para mim. E, do nada, ele [Belmonte] falava “ação”. E dava certo!

Preta Gil falou da importância de se confiar no papel do diretor.

- Não era loucura de “diretor cabeça”. Ele sabia o que queria com aquilo. Por minha pouca experiência como atriz, aquilo me assustou e eu tinha que confiar, e confiei.


Foi nesse clima que o elenco de Billi Pig concluiu as filmagens. Selton Mello, que também é diretor, adorou a experiência. Segundo ele, depois de Billi Pig ele conseguiu enxergar e compreender melhor outros filmes de Belmonte.

- Tem uma característica do Belmonte, não só nesse filme, que é a improvisação. Isso é bom, mas às vezes assusta um pouco, porque você sai falando tanta coisa louca que pensa “aonde é que eu vou parar?”.



Selton contou sobre o processo de criação do personagem para este filme.


- Tem outra coisa interessante que é “seguir o fluxo”. Tem dia que você acorda radiante, feliz, outros que você está um lixo, querendo ficar na cama. A gente não queria lutar contra isso. Então, se você chegasse no set assim, filmava assim. Por isso que o Wanderlei [personagem de Selton] tem muitas caras, porque cada dia eu chegava ao set de um jeito e eu seguia o fluxo.

Milton Gonçalves, o veterano entre os artistas, também riu das propostas sensitivas de Belmonte, mas se mostrou muito dedicado e respeitador. 

- Eu não sou rebelde com diretor. Para mim, ele é quem manda. Quando ele mandava eu me desprender, eu me desprendia. Mas queria saber como ele queria que eu fizesse isso. Eu sou muito disciplinado. Para fazer uma piada, eu preciso antes de autorização. O segredo é esse, confiar no diretor.






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